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Sintaxe

Texto:
por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

Disposições do sujeito na oração


As disposições do sujeito podem se manifestar de diversas formas, desde que mantenham os critérios sintáticos entre o discurso – o que confere clareza a ele.





O sujeito aparece disposto de diversas formas na oração
O sujeito aparece disposto de diversas formas na oração



O assunto que ora nos propomos a discutir, indubitavelmente, incita a uma afirmação de cunho relevante: a língua portuguesa oferece distintas maneiras de formular e materializar um discurso, desde que estejam subsidiadas nos propósitos voltados para a sintaxe propriamente dita. Assim afirmando, em primeira instância, parece estar vago, contudo, vale afirmar que os critérios semânticos que nos habilitam a dispor as palavras segundo a relação que elas estabelecem entre si conferem clareza, precisão à mensagem.

Dessa forma, conscientizando-nos de tais pressupostos, é importante relembrar alguns conceitos antes aprendidos. Eles, por sua vez, dizem respeito ao sujeito e ao predicado, isto é, o sujeito é aquele termo que revela uma informação acerca do predicado e vice-versa. Mas, enfatizando nossa discussão nos aspectos mais específicos, analisemos a forma como o sujeito se mostra disposto dentro da oração, partindo, é claro, de exemplos:

Os participantes foram premiados durante a competição.

Em se tratando desse exemplo, temos que a posição do sujeito, ora representado por “os participantes”, obedece a uma sequência natural. Assim, significa afirmar que se trata da ordem direta das palavras.

Foram premiados durante a competição os participantes.

De forma clara, concluímos que a sequência, antes tida como direta, agora se apresenta invertida, haja vista que o sujeito aparece depois do predicado – o que significa dizer que se trata da ordem inversa das palavras.

Foram premiados, os participantes, durante a competição.

Nesse caso representativo, vale afirmar que o sujeito está no meio do predicado – o que também configura a ordem inversa das palavras.

Acerca do que dissemos, vale afirmar que, a depender das intenções discursivas a que se pretende chegar, há realmente essa flexibilidade, ou seja, a forma como o sujeito aparece disposto pode variar. Entretanto, como antes afirmado, não podemos nunca “perder de vista” que o aspecto sintático deve prevalecer tanto na oralidade quanto na escrita. Esse aspecto, frisando novamente, trata das relações que se estabelecem entre as palavras dentro de um dado contexto oracional, ou seja, para que haja clareza no discurso, é preciso, antes de tudo, que estejam dispostas de forma adequada.





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