Você está aqui: Página Inicial » Gramática » Morfologia » Pronomes reflexivos e Pronomes recíprocos

Morfologia

Texto:
por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

Pronomes reflexivos e Pronomes recíprocos








Os pronomes reflexivos indicam que a ação do sujeito reflete nele próprio e os pronomes recíprocos indicam que a ação é mútua entre os sujeitos.
Os pronomes reflexivos indicam que a ação do sujeito reflete nele próprio e os pronomes recíprocos indicam que a ação é mútua entre os sujeitos

Entre as distintas classificações que atribuímos aos pronomes estão aquelas representadas pelos pronomes oblíquos, cujas formas se classificam em átonas e tônicas. Entre as átonas, podemos destacar as representadas por “me, nos, te, vos e se”. Elas, por sua vez, podem ser utilizadas para indicar que a ação do sujeito se volta para ele mesmo, ou seja, reflete nele próprio. Assim sendo, podemos afirmar que tais pronomes são denominados de pronomes reflexivos. Vejamos, pois, alguns casos representativos:

Nós nos vestimos rapidamente.

Agindo assim, tu te condenas ainda mais.

Eu me enganei ao confiar em você.

Consoante a tais formas estão aquelas consideradas tônicas, ora representadas pelos pronomes “si e consigo”. Observemos:

Você parece um tanto quanto egoísta, querendo tudo para si.

Ele sempre leva consigo boas lembranças daqui.

As formas do reflexivo nas pessoas do plural (representadas pelos pronomes “nos, vos e se”) são utilizadas também para representar a reciprocidade da ação, ou seja, que ela é mútua entre dois ou mais indivíduos. Nesse caso, afirmamos que se trata de um pronome recíproco, visto que ocorre uma ação trocada entre os elementos do sujeito. Verifiquemos, pois:

Eu e ele nos cumprimentamos.

Paulo e Marcos se acusavam frequentemente pelo fato ocorrido.

Mas atenção a um detalhe relevante:

Pelo fato de serem idênticas às pessoas do pronome reflexivo e do recíproco pode ser que haja traços de ambiguidade nos casos do sujeito plural (como é o caso do enunciado que nos servirá de exemplo). Dessa forma, para que tal “desvio” não ocorra, alguns recursos são indispensáveis, tais como:

Paulo e Marcos enganaram-se.

Mediante tal discurso podemos inferir que ambas as pessoas do sujeito cometeram um engano; ou pode ser que Paulo enganou Marcos e este a Paulo. Assim sendo, voltemos aos recursos:

* No sentido de marcar a ação reflexiva é recomendável acrescentar-lhes, conforme a pessoa, a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo, entre outras:

Paulo e Marcos enganaram a si mesmos.

* No sentido de demarcar a ação recíproca, torna-se conveniente acrescentar-lhes uma expressão pronominal, representada por “um ao outro, uns aos outros, entre si”:

Paulo e Marcos enganaram-se um ao outro.
OU
Paulo e Marcos enganaram-se entre si.

Ou ainda, fazendo uso de um advérbio, como “reciprocamente ou mutuamente”:

Paulo e Marcos enganaram-se mutuamente. 





Artigos Relacionados