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Literatura Portuguesa

Texto:
por: Mayra Gabriella de Rezende Pavan

Vida de Luís Vaz de Camões


Camões nasceu em 1524, foi notável em sua época e continua sendo. Escreveu várias obras, a mais famosa “Os Lusíadas”, poema épico que narra os grandes feitos dos portugueses.





Camões marcou o século XVI e orgulhou o povo português ao escrever Os Lusíadas.*
Camões marcou o século XVI e orgulhou o povo português ao escrever Os Lusíadas.*



O local de nascimento de Luís Vaz de Camões é incerto, especula-se que tenha sido em Lisboa, em 1524. Também não se tem certeza de onde Camões estudou, mas em razão de sua erudição, é certo que teve uma excelente formação.

A vida de Camões foi bastante conturbada. Boêmio, teve muitas musas inspiradoras, entretanto, nenhuma se tornou oficial. Serviu Portugal no norte da África, onde foi ferido e perdeu o olho direito.  Em 1550, já estava de volta a Portugal, mas, em 1552, foi preso por ter agredido um oficial do rei. Sua “liberdade” veio em 1553, entretanto, não pôde ficar em Portugal, sendo exilado por 17 anos.

Em 1570, após a morte de D. João III, Camões voltou a Portugal. Durante o exílio, o poeta esteve nas colônias portuguesas da África e da Ásia e usou esse momento para produzir. Por isso, quando retornou, sua célebre obra “Os Lusíadas” já estava concluída e, em 1572, foi publicada pela primeira vez.

“Os Lusíadas” é um poema épico (que narra fatos heroicos) que foi dedicado a D. Sebastião, rei de Portugal, e narra os grandes feitos do povo português em suas navegações e guerras. Em gratidão, D. Sebastião concedeu uma pensão de 15 mil réis ao poeta.

Camões, sem dúvidas, foi o grande nome do Classicismo Português, suas obras são de grande valor literário. Compostas por peças teatrais, poesias líricas e épicas, além de, é claro, sua obra-prima, o soneto (14 versos com 10 sílabas, as duas primeiras estrofes com quatro versos e as duas últimas com três).

O poeta faleceu muito pobre, em Lisboa, no ano de 1580. Entretanto, sua obra segue inspirando poetas, músicos, cineastas. Acompanhe o poema líricoAmor é fogo que arde sem ver” que foi publicado em 1595 e fala de um dos temas mais ricos da lírica camoniana, o amor.

“Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?”

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**Créditos da imagem Neftali e Shutterstock